MODA PLUS PARA TODAS AS IDADES
desde 1976

Endereços:

205 Sul - Fone: 61 3548-3336


Category Archives: Imprensa

Onde clientes e loja são uma família
19/06/2015

Quando se entra na Kigraça, dá até pra confundir com a sala de casa. Essa impressão se tem pelo fato do local ser aconchegante, receptivo e com muita vontade de atender bem.

Tudo começou quando Dona Regina Maria de Almeida Moulin, recém chegada na capital federal, foi trabalhar em um tribunal e chamava a atenção das colegas pelas roupas que vestia. “Naquela época quase não tínhamos opções em Brasília e então comecei a encomendar algumas peças do Rio, que era de onde eu trazia as minhas próprias roupas” conta a empresária.

A partir daí não teve como fugir da “responsabilidade” e então foi criado o espaço da Kigraça.

Atualmente, a loja trabalha com tamanhos especiais, numeração que vai do 42 ao 56 e possui até 30% das peças de própria fabricação, o restante vem de pólos de moda nacionalmente conhecidos e renomados.

A estrutura da Kigraça conta com três andares, onde estão distribuídos a loja, área para roupas de festas e a produção e consertos de peças.

Dona Regina ressalta que toda a estrutura e cuidado com o atendimento ao cliente é fundamental, pois a intenção é justamente fazer com que eles se sintam em casa. “Temos vendedoras que estão comigo há trinta e oito anos, já viramos uma família e a cliente se sente super à vontade, isso é o mais importante” finaliza.

Fonte: http://www.sindivarejista.com.br/LerEntrevista/255/onde-clientes-e-loja-sao-uma-familia

2015

Compras Terapêuticas
22/08/2013

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O tempo atrás do balcão e os cursos de capacitação moldaram o talento de Cleuza Lima, 56 anos, para lidar com o público. Há três décadas, ela é vendedora da Kigraça, uma loja de roupas femininas na Asa Sul. “Pode se sentar. E fique bem à vontade, viu? Quer um café, um biscoitinho?”, oferece. Com desembaraço, a vendedora fala dos assuntos do dia a dia enquanto desfila diante dos olhos das freguesas os modelos das araras. Não por acaso a impressão de que você a conhece há muito tempo ou de ela lembrar alguém familiar. “Quando vêm aqui, as pessoas buscam alguma identificação. Eu procuro me aproximar delas, entender o que precisam. As clientes acabam virando minhas amigas”. Conversa miúda, venda graúda. “O segredo é esse”, garante. Para ela, o importante é deixar as freguesas livres para provar, analisar, desistir, mudar de ideia e levar o que quiserem, quando quiserem. Assim, dia de comprar roupas vira sessão de terapia. O papo vai esquentando, a cliente se anima, experimenta uma saia, depois decide por um vestido, fala sobre o filhos, vê uma camisa que lhe agrada, se lembra de uma viagem que fez, prova uma blusa e, no fim, leva tudo, inclusive os conselhos de Cleuza. “Mesmo quem não compra nada já faz valer meu dia só de ter vindo aqui. As que não decidem na hora voltam mais dia, menos dia. E eu vou estar aqui, esperando”.

Fonte: Correio Braziliense – agosto de 2013.

GRAÇA SEM TAMANHO
22/08/2013

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Regina Moulin trocou o serviço público pela vida de empresária há quase 40 anos, quando inaugurou a Ki Graça, que atende mulheres sem restringir silhueta ou estilo. À frente de uma das grifes mais tradicionais de Brasília, a carioca Regina Moulin é também uma pioneira. Na contramão do sonho da maioria das pessoas que chegam à capital federal, ela abandonou a estabilidade do serviço público para investir na satisfação de trabalhar com moda. Como entendia do assunto, prosperou. Proprietária da Kigraça, marca especializada – mas não restrita – em plus size, ela viu a oportunidade de explorar o segmento depois de ganhar uns quilinhos em sua quarta gestação. Ao oferecer a grade de manequim do 42 ao 56, angariou uma clientela cativa e tornou-se referência. Associada aos bons produtos, Regina conquista pelo extremo prazer que destina ao exercício da sua profissão. Com o tempo, as suas filhas se juntaram a ela, agregando ainda mais modernidade e qualidade ao negócio. O seu espaço é mais do que urna loja; é um ponto de encontro para clientes e amigas, sempre marcado por lançamentos fashions e lanchinhos saborosos.

Há quanto tempo existe a Kigraça?

Recém-formada em ciências sociais pela PUC do Rio de Janeiro e casada há apenas 20 dias, vim para Brasília para acompanhar o meu marido. Em pouco tempo, fui convidada a assumir um cargo no Tribunal de Contas do DF, onde atuei por 18 anos. Nesta época, recebia muitos elogios pelo modo que me vestida, surgindo, então, as encomendas de roupas, atendidas com o auxílio de Orsina Almeida, minha mãe, que mandava peças bem interessantes do Rio de Janeiro. Por 16 anos, conciliei a venda de roupas em casa e o trabalho no tribunal, até que tive que fazer uma opção. Me decidi pelo comércio e, no dia 18 de outubro de 1976, abri a minha primeira loja, na galeria do Cine Karin, que, hoje, é conhecida por atender amplo público feminino, sem restringir idade, silhueta ou estilo.

De onde surgiu a ideia de trabalhar com manequins maiores?

Nos dois primeiros anos da loja, trabalhava apenas com numeração pequena. Aos 40 anos de idade e com três filhos adolescentes, fiquei grávida da minha caçula, a Paula, e engordei uns quilinhos. Mesmo assim, gostava de me vestir com elegância. Foi quando me veio a ideia de transformar a Kigraça em um lugar especializado em numerações maiores, do 42 ao 56. Graças a Deus a clientela foi aumentando e precisamos abrir o segundo ponto de venda no Conjunto Nacional onde funcionou de 1985 a 2006. Na mesma época inaugurei uma loja no ParkShopping e outra na 304 sul. Em 1993, compramos um espaço de três andares na 209 Sul e tínhamos que tomar a decisão de continuar com o diferentes pontos de venda ou centralizar tudo. Ficamos com a segunda opção até por primar pela excelência. Nesta loja, conseguimos apresentar um mix que vai de vestidos de festa bordados, roupas casuais, jeans perfeito para a silhueta curvilínea, acessórios e até artigos de praia, como maiôs e cangas.

Além do produto em si, quais são os diferenciais que a loja costuma oferecer à clientela?

Temos elevadores, manobristas à disposição, amplos sofás e cabines, costureiras de conserto e quitutes deliciosos feitos diariamente na minha casa e oferecidos às minhas clientes.

A marca também disponibiliza um serviço de consultoria de imagem?

A Paula cresceu entre as roupas e, depois de cursar administração de empresas e pós-graduação em marketing, sentiu a necessidade de se especializar em moda, com o curso de consultoria de imagem, análise de cores e visagismo. A sua formação garante que cada cliente faça a melhor escolha do nosso produto e entenda a seleção. Quem quiser, também pode optar por uma consultoria de imagem completa, com estudo das for¬mas do corpo, coordenação do guarda-roupa, além de curso de automaquiagem individual. É, realmente, um trabalho bem interessante e com resultados bem visíveis!

Como você definiria o perfil das suas clientes?

Por muito tempo, a Kigraça esteve vinculada a roupa só para senhoras mais cheinhas. Isso, lógico, porque as clientes foram acompanhando a minha idade. Com a maior participação das minhas filhas na loja, passamos a investir também em um público jovem e antenado. Até porque ninguém quer mais aparentar a idade que tem! A ideia da nossa roupa é rejuvenescer as mulheres com peças contemporâneas com corte e caimento perfeitos.

Você quem cria as coleções?

Crio as coleções baseadas na moda atual, mas adaptando à numeração especial. Faço muita pesquisa em revistas, viagens e tenho sempre em mãos um caderninho para anotar ideias vindas como referência no meu dia a dia.

Como acontecem os lançamentos?

Fazemos dois grandes lançamentos nas estações de inverno e verão. Mas tenho uma fábrica voltada apenas para atender ao meu público. A sim, toda semana temos uma “mininova coleção”, já que, diariamente, a loja recebe modelos diferentes. É nossa preocupação oferecer roupas com preços competitivos de qualidade e exclusivas. Aos sábados, também é uma festa na Kigraça com direito a coquetel e vários quitutes. Participamos sempre de desfiles beneficentes, como os do Lions, Chá da Lasthênia e de igrejas, quando convido clientes para serem as nossas modelos.

A sua produção é centralizada em Brasília?

Sim, temos uma linha própria e exclusiva e outra parte da coleção trazemos de Belo Horizonte, São Paulo e sul do país, representando, por exemplo, as marcas Nutrisport, Cleo, Jes Couture, Márcia Morais, Refinata, Absinto, Cia. da Moda, Alfazema, Rogério Costa, Última Hora, Lígia Nogueira, Belle Carolle, Faven, Engenharia da Roupa, Malharia Santa Helena, Padronagem, Inn, Tamara Capelão, Elaine Fernandes, At Last, Scalon, Patwork, Maiôs Catalina, entre outras. Também confeccionamos peças sob medida, o que faz com que os preços sejam mais competitivos.

De uma forma geral, o mercado é voltado para as jovens e magras. Qual é o desafio de se trabalhar para essas mulheres que, tantas vezes, são desprezadas pelo mundo da moda?

Faço roupas para mulheres reais! Então, me preocupo em apresentar peças que disfarçam o que elas não gostam tanto no corpo e valorizam aquilo que se tem de melhor. Se eu puder contribuir para que as mulheres que não usam um modelito 38 sintam-se mais bonitas, com a autoestima elevada e mais confiantes, já fico muito feliz!

Qual é o truque para vestir a mulher plus size?

O que cai bem e o que é proibido? Os nossos vestidos têm forro especial, corte e caimento para disfarçar imperfeições e o braço cheinho. Teci¬dos levemente encorpados, um pouquinho estruturados, podem garantir uma barriga lisinha com o seu próprio caimento. Estampas ajudam a não definir contorno e, assim, enganam o olhar do outro. Blusa com decotes lindos, jeans com corte reto, sobreposições e blazer ajustados ao corpo também são peças-chaves para a moda plus size. Agora, roupas muito longas ou superjustas não ajudam. O “caimento emagrecedor” acompanha a silhueta sem grudar na pele. Golas interessantes ou acessórios bacanas usados perto do rosto fazem todo mundo olhar para cima quando a gente chega!

Como é gerir uma empresa ao lado das filhas? Como se dá a divisão de tarefas?

Formamos uma bela equipe! A Paula é responsável pelo marketing, ambientação da loja, compras de multimarcas, atendimento das clientes e treinamento de funcionários. Já a Angélica, cuida do financeiro e da produção da fábrica.

Fonte: Jornal da Comunidade – agosto de 2013.

SOU GORDINHA E FELIZ!
22/08/2013

O mercado PLUS SIZE representa mais de 5% do setor de vestuário. As consumidoras querem um estilo sensual, com decotes ousados e comprimentos curtos que realcem os pontos fortes e valorizem suas formas. As mulheres consideradas fora do peso ideal não têm mais por que se queixar em relação ao armário. Em¬presas têm investido muito na moda plus size. A Kigraça, loja especializada em moda na numeração 42 ao 56, se especializou nesta numeração depois que a proprietária da loja, Regina Moulin, ficou grávida e engordou um pouco a mais que o desejado. Muito vaidosa, Regina não encontrava roupas bonitas e jovens na sua numeração. Surgiu então a ideia de vender roupas com caimento perfeito para a mulher curvilínea. Com 38 anos no mercado de Brasília, a Kigraça oferece vestidos de festas, roupas casuais e moda praia. Os vestidos têm forro especial, corte e caimento para disfarçar a barriguinha ou o braço cheinho, vestidos para o dia a dia que alongam, blu¬sas com decotes lindos, o jeans que disfarça imperfeições e dão uma modelada na perna, sobreposições e blazers ajustados são também peças-chave para o mundo plus size. Para compor o estoque da loja, parte do que é vendido é escolhido nas princi¬pais capitais como Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, cidades estas que também se encontram no eixo da moda brasileira. Contudo, a Kigraça possui uma fábrica própria na qual são produzidas peça: exclusivas da marca, o que faz com que os preços sejam mais competitivos. Além de representarem as marcas Nutrisport, Cleo, Jes Couture, Márcia Morais, Refinata, Absinto, Cia da Moda, Alfazema, Rogério Costa, Ultima Hora, Lígia Nogueira, fábrica Belle Carolle, Faven Engenharia da Roupa, Malharia Santa Helena, Padronagem, Inn, Tamara Capelão, Elaine Fernandes, At Last, Scalon, Patwork, Maiô Catalina, dentre outras. De acordo com a consultora de estilo, Paula Moulin, a mulher na numeração plus size não deve ver isso como um empecilho para se vestir, pois existem look para esse perfil. “O principal é conhece bem o corpo e procurar algo que vista bem, que tenha o melhor caimento e, para isso, existem estampas e tecidos que favorecem”, explica.

Fonte: Revista Foco de Julho de 2013. nº 214: Parte da matéria veiculada.

Moda para mulheres reais
08/01/2012

Em Brasília, muitas marcas têm inovado para atender essas mulheres. Segundo Gabriela Rocha, gestora do Projeto Vestuário, do Sebrae-DF, os empresários da moda estão atentos às possibilidades de crescimento ao investir no segmento GG. “Eles estão preocupados, com a numeração. Algumas empresas, inclusive, querem fazer roupas personalizada e sob medida.” Para incrementar o setor, o projeto promove palestras, cursos e rodada de negócios entre compradores e vendedores. Neste ano, um dos objetivos é justamente reunir as empresas que já trabalham ou têm interesse em desenvolver coleções plus size.
Por isso, temos sempre que oferecer novidades à nossa cliente”, pondera a consultora de imagem Paula Moulin. Ela e a família são donas de uma das lojas mais tradicionais de Brasília especializada nos tamanhos grandes. A Ki Graça abriu as portas há 35 anos, quando vender roupa acima do 42 significava costurar modelos sem charme para senhoras de idade.
A empresa se diferenciou pelo corte moderno e pela modelagem adaptada. “As peças precisam ter um corte especial, que alongue o corpo, e uma estrutura que o deixe delineado”, comenta Paula. Hoje, cerca de 40% do que é vendido na Ki Graça é de fabricação própria. Aí fica mais fácil fazer ajustes. O resto é consequência. “O maior erro da mulher acima do peso é tentar vestir uma roupa maior ou menor do que ela mesma. O bonito não é ter o corpo perfeito, mas descobrir o que ele tem de belo e mostrar”, garante Paula.

Fonte: Revista do Correio – Correio Braziliense

Comemorando o sucesso
01/12/2011

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Nos anos 60, os caminhos do coração trouxeram Regina Moulin a Brasília. Formada em Ciências Sociais, chegou linda, jovem e cheia de entusiasmo para iniciar a vida ao lado de Élio Moulin, com quem se casara 15 dias antes. O que era para ser apenas uma grande história de amor, se transformou num dos mais importantes capítulos da história da moda na capital do país. Fundadora da Ki Graça, a loja que tem o slogan certo para seus produtos: “aquela que veste as netas, suas mães e suas avós”, a empresária está comemorando 35 anos de muito sucesso. Resultado de trabalho, bom gosto, perseverança e fé em Deus. Mas para chegar ao status da loja importante com direito a produção própria e manequins que atendem todos os tamanhos, de 42 a 56, a Ki Graça percorreu uma longa estrada e só chegou ao topo pela garra de sua proprietária, pela visão de negócios que ela tem e pelo apoio que sempre recebeu da família. Regina Moulin, capixaba da cidade de Alegre, conta como surgiu seu negócio, que é orgulho brasiliense: “Estava em lua-de-mel quando me transferi para cá. Havia falta de gente capacitada e, em pouco tempo, convocada pelo ministro Cirio Versiani, estava trabalhando no Tribunal de Contas. Foi lá que as colegas começaram a elogiar as roupas que vestia, bonitas e com bossa carioca, que minha mãe, dona Orsina, me mandava do Rio de Janeiro. Ao sentir a carência da cidade neste setor, resolvi aceitar encomendas, que mandava buscar. O sucesso foi imediato. Quando tirei a licença prêmio, inaugurei minha primeira loja na Galeria do Cine Karin. Ao ficar grávida, engordei e, como a maioria das mulheres que moravam na cidade, também encontrei dificuldade em arranjar roupas com manequim grande. Nova idéia surgiu. A de só trabalhar com plus size. Acertei em cheio. Só de loja no Conjunto Nacional foram 20 anos”. Mais tarde, Regina constatou que as clientes começaram a levar as filhas e netas para sua loja, que trabalhava mais com manequins grandes. Nova necessidade, novas idéias. Hoje, a Ki Graça que funciona na Comercial da 209 Sul, num espaço com dois andares e elevador atende todos os tamanhos, dos pequenos aos grandes, passando pelo médio. E com uma novidade: Paula, filha de dona Regina, é quem faz as produções, levando em consideração a análise do biotipo e estilo das clientes e dando também sugestões para maquiagem e produtos para o rosto. Com 1.500 clientes cadastrados, mais de 40 funcionários, alguns com mais de 30 anos, entre a loja e a fábrica, Regina recebe suas clientes com muitas gentilezas, servindo cafezinho, biscoito, doces e outras iguarias. Muito católica, todos os dias, no final do expediente, reza na loja junto com suas funcionárias. “Sem Deus, nada disto teria sido possível” afirma ela. Mãe da consultora Paula, que também mantém na parte de cima da loja um estúdio de maquiagem, de Alexandre, de Mário Luiz, proprietário da fábrica Nutrinas, e de Maria Angélica, que é contadora da loja, com netos e um bisneto, Regina tem orgulho da família e de seu casamento, que já vai completar 52 anos. “Eu e Élio somos companheiros e, amigos e uma vez por mês fazemos o dever de casa. Um na frente do outro conversando sobre tudo o que um fez pelo outro”, diz ela que faz trabalho de apostolado até dentro do local de trabalho.

Fonte: Revista Plano Brasilia – Novembro 2011

Mérito Industrial do Distrito Federal – Fibra

31/08/2011
Mérito Industrial do Distrito Federal

Há mais de trinta anos, precisamente em 1976, a Ki Graça era inaugurada na famosa Galeria do Cine Karim (110 Sul), um dos pontos mais badalados de Brasília nas décadas de 70 e 80. Na época, a loja de moda feminina vendia roupas de renomadas grifes como Maria Bonita e Gregório Faganelo, marcas ainda desconhecidas na Jovem Capital Federal. Contudo, foi somente nos anos 90 que a empresa passou a especializar-se em vestir a mulher moderna de manequim 42 a 56.

A mudança de foco deu-se após a proprietária da Ki Graça, Regina Moulin, descobrir o nicho de mercado quando ela própria engravidou da quarta filha e passou a vestir numeração maior. Havia a demanda, mas não havia quem atendesse a esse público com qualidade e sofisticação. Para tanto, Moulin abriu uma confecção própria, inicialmente em um pequeno apartamento. Atualmente, a indústria funciona num prédio no SOF Sul, com empregados fiéis, muitos deles trabalhando na empresa há mais de 20 anos.

Já as coleções podem ser encontradas na loja localizada na 209 sul. A Ki Graça chegou a ter cinco lojas espalhadas por Brasília, incluindo unidades no Conjunto Nacional e no Park Shopping. Contudo, 2006, com amadurecimento da marca, Moulin adquiriu os três andaras da loja da 209 sul, determinada a unir, num amplo e agradável espaço, qualidade e conforto, com direito a elevadores, sofás, serviço de manobrista e, ainda, um local reservado para cursos de automaquiagem e consultoria de imagem, tudo em virtude da excelência no atendimento.

A Ki Graça permanece como uma empresa familiar e possui, atualmente, cerca de mil clientes cadastradas.

Leia mais:

Tudo começou em…
27/04/2010

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REGINA MOULIN
Pioneira: fundadora da Ki Graça
fala de seu começo em Brasília
Publicado em 14.04.2010

Com 20 dias de casada, Regina Moulin chegou bem-vestida para ser funcionária pública na nova Capital Federal, em agosto de 1960. O interesse pela moda deu origem a uma pequena boutique familiar, que durou 15 anos. Em entrevista ao Finíssimo, Regina revelou como era o cenário da moda naquela época. “Era roupa para mulher que trabalhava porque aqui todo mundo começou a trabalhar nos Ministérios, Câmara, Senado”, disse.

Numa cidade que quase não tinha lojas, a empresária deixou a carreira no Tribunal de Contas da União para se dedicar à Ki Graça, na galeria do Cine Karim. Depois de engravidar da filha caçula, Paula, Regina voltou à produção para modelos plus-size e trabalha com o segmento até hoje, em loja de três andares na 209 Sul.

“O principal é conhecer bem o corpo da mulher e procurar algo que lhe vista bem, que tenha o melhor caimento. A gente trabalha com estampas, tecidos que favorecem”, disse Paula Moulin, consultora de estilo e herdeira da Ki Graça.

Foi nos anos 70 que a marca começou a fazer desfiles com mulheres gordinhas, prática que se estendeu a algumas edições da Capital Fashion Week e continua a fazer sucesso em lançamentos de coleções na loja. Hoje as campanhas trazem Regina e Paula como modelos.

A loja de três andares é considerada uma extensão da casa da dona Regina, com elevador para clientes de mais idade, piso dedicado a roupas de festa e estúdio onde são ministrados cursos de automaquiagem por Paula Moulin. É Paula também quem compra roupas em showrooms fora da cidade, o que representa 50% das peças da loja. A outra metade é produzida em confecção própria.

Em homenagem aos 50 anos de Brasília, o Finíssimo conversou com a pioneira que está à frente de uma das mais tradicionais grifes brasilienses:

Brasília está completando 50 anos agora. Qual é a sua relação com a cidade?
Cheguei em Brasília com 20 dias de casada, dia 10 de agosto de 1960, o ano que Brasília tinha sido inaugurada. Fui trabalhar no serviço público e, naturalmente, nova e com roupa bonitinha, todo mundo achava interessante. Me pediam para encomendar do Rio as roupas que eu estava usando. Ligava para minha mãe e ela mandava. Depois de uns dois, três meses abri uma pequena boutique familiar. Durante 15 anos vendi em casa. Tinha três filhos e trabalhava no Tribunal de Contas.

E naquela época não tinha nada de moda em Brasília…
Nada mesmo, então resolvi que era melhor abrir loja. Deixei o Tribunal e abri a primeira Ki Graça no Cine Karim, ainda não tinha essa menina aqui [ela aponta para a filha Paula Moulin, que também gerencia a loja]. Ficamos lá uns 15 anos e depois engravidei da Paula. Em 1968 fiquei bem cheinha e constatei que senhoras mais cheinhas não tem direito de caber numa roupa elegante. Comecei a trabalhar com números maiores, 46 até 56, firmei nesse perfil e é o foco da nossa loja até hoje.

Como as pessoas se vestiam aqui?
Era muita areia, construção, muita terra vermelha, não tinha nada, nada, nada. Meu marido trabalhou na construção, vendia areia, tijolo para a construção. Depois construímos nossa vida aqui, ele fez direito na UnB, se formou na segunda turma. Quando viemos ganhamos um apartamento na 111 Sul dado por um padrinho do nosso casamento, que era do governo. Quando você chegava com alguma novidade as mulheres procuravam com o maior interesse. Era muita roupa para mulher que trabalhava porque aqui todo mundo começou a trabalhar nos Ministérios, Câmara Senado. Muita gente que veio, veio transferida pra cá. Eu mesma comecei a trabalhar no Tribunal de Contas.

Quando foi que a senhora percebeu que Brasília era mesmo sua casa, o lugar que gostaria de ficar sempre?
Quando cheguei aqui com meu marido, de ônibus, era 10 de agosto, eu já disse ‘É aqui que eu quero construir nossa vida’. Foi uma paixão permanente. Eu estava vindo de Copacabana, da PUC do Rio de Janeiro, de um apartamento muito bom que eu morava com os meus pais e escolhi Brasília para construir meu amor e nossa história familiar.

E por que vocês vieram?
O cunhado do meu marido estava aqui trabalhando e adoeceu. Então ele foi chamado pra trabalhar no lugar dele. Ele viu que aqui era uma cidade futuro, uma cidade boa de viver, uma cidade que tinha mel, como dizia Dom Bosco, que cuida dessa cidade. É uma alegria muito grande ter meus quatro filhos morando aqui, cinco netos e uma bisneta.

Como é para a senhora ver o crescimento tão grande da cidade?
Nem Dom Bosco esperava. A gente acompanha com muito carinho, com muita alegria. Aqui é um oásis, né? Uma cidade de oportunidades para gente séria e honesta, que é o lema da nossa família, seriedade em tudo o que faz. Fazer tudo com muito carinho.

A senhora sempre se interessou em moda?
Sempre. Minha mãe era extremamente vaidosa, atenta à moda, lia muito, viajava muito, era muito culta, sabia francês e eu adquiri dela esse gosto por moda e por arte.

E ainda hoje a senhora costuma se informar, estudar moda?
Sim, nós fizemos curso, eu e Paula em Milão e Paris sobre moda, com bolsa do Senac e do Sebrae.

A loja já tem mais de 30 anos. Qual é o segredo para um negócio no ramo da moda durar tanto tempo?
Sensibilidade, persistência, saber lidar com o público e ter bom gosto, talento pra isso.

Papeando com…
28/03/2009

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Dentro da temporada de lançamentos, as lojas da cidade apresentam suas novas coleções e ganham as cores do inverno.Com roupas femininas de manequins que vão do 44 ao 56, a Ki Graça não foge à regra e prepara ainda mais novidades para suas clientes.

A butique, criada a 30 anos por Regina Moulin, passa por uma reformulação, que prevê mudança no layout, nova garota-propaganda e aposta em materiais nobres na confecção das peças. À frente da loja, ao lado da mãe, a herdeira Paula Moulin (foto) fala dessas mudanças e, como não poderia deixar de ser, das tendências outono-inverno 2009.

COMO ESTÁ SENDO ESSE PROCESSO DE REFORMULAÃO DA LOJA? O QUE VAI MUDAR?
Estamos investindo, cada vez mais, em pesquisa de moda e materiais nobres. Buscando modelos, caimentos e texturas que melhor se adequam ao corpo da mulher. Apostamos, também, na mudança do nosso layout, para a cliente ter a sensação de estar em um amplo closet ao entrar na loja.

AS CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS, QUE SEMPRE TIVERAM SUA MÃE COMO GAROTA-PROPAGANDA, AGORA PASSAM A SER FEITAS POR VOCÊ TAMBÉM. POR QUÊ?

Mamãe já é garota-propaganda da marca há 30 anos estou entrando para mostrar que também fazemos moda jovem.

E AS NOVIDADES DE OUTONO – INVERNO?
Não nos restringimos a produzir apenas roupas apenas para esta estação. Optamos, também, por fabricar vestidos fluidos e roupas leves. A final, estamos em um país de clima tropical e o inverno por aqui não é tão rigoroso.

QUAIS SÃO AS NOVAS TENDÊNCIAS?
Apostamos nas tendências foulk e imperial, além da clássica alfaiataria.

Fonte: Não divulgada.

Moda sem restrições
19/07/2008

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Sob o comando de Regina Moulin, a Ki Graça cresceu no mercado apostando na confecção própria e em produtos com design para mulheres, sem limitar a grande numeração.

Recém-formada em ciências sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e casada há apenas 20 dias, a capixaba Regina Moulin chegava a Brasília no ano de 1960. Jovem, bonita e muito bem vestida, começou a chamar a atenção da sociedade. Entre um elogio e outro ficava nas pessoas o desejo de vestir-se como ela. Surgiram, então as encomendas de roupas, atendidas com o auxílio de Orsina Almeida, a mãe de Regina, que mandava peças bem interessantes lá do Rio para serem vendidas na capital. Detalhe: à época, não havia interesse em profissionalizar o negócio ou abrir loja própria. “Em pouco tempo fui convidada a assumir um cargo no Tribunal de Contas da União, onde trabalhei por 18 anos, até pedir desligamento. Tinha que fazer uma escolha, já vendia roupas em casa havia 16 anos e não dava mais pra conciliar. No dia 18 de outubro de 1976, abri meu próprio negócio”, conta a empresária.

A primeira loja ficava em um dos pontos comerciais mais badalados daquele tempo, a galeria Cine Karim. E assim começava a história da Ki Graça, hoje conhecida por atender amplo público feminino, sem restringir a idade, silhueta ou estilo. No entanto, nos dois primeiros anos de inauguração da empresa, trabalhava-se apenas com numeração pequena. Entre as marcas vendidas na loja estava Maria Bonita, um trabalho pioneiro e de aposta no comércio de novas grifes em Brasília.

A clientela foi aumentando e a empresa precisou abrir seu 2º ponto, no conjunto Nacional, onde a Ki Graça funcionou de 1985 à 2006. Na mesma época, Regina também inaugurou as lojas no ParkShopping e na 304 Sul, ambas funcionaram por curto período, de aproximadamente, 5 anos cada ponto, e em 1991, aquela 1° loja, 15 anos depois de sua inauguração, também foi fechada. Essas mudanças, por sinal, foram um reflexo da cultura de moda da cidade, que engatinhava em época de experimentações, investimentos e apostas no setor têxtil local.

Em 2006, aconteceu o arremate final do amadurecimento e profissionalização da Ki Graça. “Compramos a loja de 3 andares da 209 Sul e tínhamos de tomar uma decisão sobre o que valia mais apena. Continuar com os diferentes pontos de venda ou centralizar tudo? Definimos que o melhor era trabalhar em um só lugar primando pela excelência”, revela Regina. As outras lojas foram fechadas e os melhores funcionários integraram uma única equipe. Alguns estão na Empresa até hoje, outros surgiram depois, e a maioria trabalha no negócio a 15, 25, 30 anos.

Com a reforma do prédio, a loja ganhou até mesmo um elevador, tudo para garantir o conforto de quem passa por lá para conferir as novidades.

Hoje, além de vender marcas diversas que completam um mix ideal de produtos, as principais peças são de confecção própria, o que consiste num grande diferencial. Para atender a demanda, há sempre um levantamento interno sobre o que as clientes procuram mais. E qualquer produto que precise ser modificado para a perfeita adequação ao corpo ou gosto pessoal da cliente é facilmente reformado.

Extensão do lar

Durante a conversa com Regina, numa segunda-feira à tarde, várias clientes entraram na loja chamando as funcionárias pelo nome, com abraços e beijinhos elegantes ,daqueles que não vão desmanchar a produção do dia. Cada uma delas foi recebida da mesma maneira, pelo nome, demonstrando o clima amistoso e, ao mesmo tempo profissional, da Ki Graça.

Um olhar pelas araras e notava-se certo esforço. Melhor mesmo dizer para aquela vendedora que já te atende há algum tempo o que você está precisando, ou pedir apenas para ver as novidades – que chegam diariamente da fábrica própria. Rapidamente, a equipe separa os cabides que mais combinavam com o perfil da cliente e cada uma das peças é experimentada com calma no amplo provador. Hora de ouvir a consultoria das funcionárias e achar o que realmente veste bem.

Ser atendida pela própria Regina é um privilégio. Mas existe um segredo para que as clientes sintan-se tão bem recebidas que queiram passar por lá mais de uma vez por semana: o famoso pão de queijo quentinho, que fica pronto diáriamente por volta das 16h. E no ambiente acolhedor, acontecem as compras e um estreitamento de laços. “Aqui é como se fosse uma extensão da minha própria casa. Recebo minhas amigas e quero que todas elas sintam-se muito à vontade”, define Regina, que, ao 70 anos, é um exemplo da arte de receber bem.

“Quando fiquei grávida da Paula, comecei a perceber que não existia no mercado roupas para ‘pessoas maiores’. A numeração das peças era muito restrita. Passei uns sete anos procurando a melhor maneira de atender essa demanda. E, quando montamos o prédio da nossa fábrica no setor de oficinas sul (SOFsul), passamos a confeccionar para esse público”, esclarece.

Ainda hoje, a loja oferece opções para as mulheres com corpo de modelo de passarela. No entanto, o grande diferencial da Ki Graça é saber satisfazer o desejo de vestir-se bem para quem usa a té o manequim 56. já pensou em um vestido de festa, todo bordado, com decote e tudo mais, no tamanho 52, por exemplo? Sim, isso é possível.

E por que uma moça com coxas mais grossas e seios fartos deveria se vestir com trajes que escondem o corpo e a faça parecer mais velha? É por isso que a Ki Graça criou a linha Corset Moulin, para que a mulher possa se sentir sensual e jovem, independentemente daquele número chato que inventaram para mensurar o corpo.

Um dos elementos mais interessantes e que merece destaque é o ar de satisfação das pessoas que entram na loja. As clientes são mulheres lindas, bem resolvidas profissionalmente e de bem com a vida. Assim, fica muito mais fácil vestir-se de maneira adequada à sua personalidade e encontrar a roupa ideal.

AS FILHAS SEGUEM OS PASSOS DA MÃE

Regina tem duas filhas. Paula Moulin é formada Administração e pós graduada em marketing pela fundação Getúlio Vargas e tem especializações em moda pelo SENAC São Paulo. Todo mundo que conhece as duas diz que são muito parecidas, cuidadosas, elegantes, dedicadas , organizadas e muito atenciosas. Paula tomou gosto pelos negócios da família ainda cedo e, com seus conhecimentos, agrega valor à empresa. Ela é responsável pela incorporação da linha Corset Moulin, pelas pesquisas para incluir novas marcas ao mix, compras, criação e ambientação do ponto de venda. E sugere, sempre, propostas renovadas.

ESPAÇO DA MAQUIAGEM
Um dos projetos mais interessantes implantados por Paula é o espaço da maquiagem, onde oferece cursos de auto maquiagem para que as mulheres valorizem ainda mais a beleza natural. A sala foi montada no segundo piso da loja e é tão charmosa que merece ser visitada depois de conferir a estrutura, certamente vai dar vontade de fazer o curso. Ela também acrescentou o serviço de consultoria. Sua formação garante que cada cliente faça a melhor escolha do produto e entenda a seleção. Quem quiser também pode optar por uma consultoria de estilo completa, com estudo das formas do corpo, por exemplo, o que consiste num serviço extra da loja.

A outra filha de Regina, Angélica, passa os dias no escritório da fábrica, cuidando de toda parte administrativa da empresa. Um trabalho que complementa e garante a sustentação de toda a cadeia da moda Ki Graça.

Hoje a marca participa de semanas de moda para lançar suas coleções e promove coquetéis em sua loja para reunir clientes quando as araras estão repletas de novidades.

Entretanto, o formato dos desfiles e eventos que a marca participava há alguns anos era um pouco diferente.

“Sempre realizei desfiles, mas, antes, era muito mais glamouroso. Eram eventos beneficentes, como o do Lions, de organização séria. Tinha passarela alta, bufê, música e o desfile transformava-se numa grande festa, um grande evento social”, esclarece Regina.

Fonte: Jornal da Comunidade 19 a 25 de julho de 2008