MODA PLUS PARA TODAS AS IDADES
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GRAÇA SEM TAMANHO

GRAÇA SEM TAMANHO
22/08/2013

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Regina Moulin trocou o serviço público pela vida de empresária há quase 40 anos, quando inaugurou a Ki Graça, que atende mulheres sem restringir silhueta ou estilo. À frente de uma das grifes mais tradicionais de Brasília, a carioca Regina Moulin é também uma pioneira. Na contramão do sonho da maioria das pessoas que chegam à capital federal, ela abandonou a estabilidade do serviço público para investir na satisfação de trabalhar com moda. Como entendia do assunto, prosperou. Proprietária da Kigraça, marca especializada – mas não restrita – em plus size, ela viu a oportunidade de explorar o segmento depois de ganhar uns quilinhos em sua quarta gestação. Ao oferecer a grade de manequim do 42 ao 56, angariou uma clientela cativa e tornou-se referência. Associada aos bons produtos, Regina conquista pelo extremo prazer que destina ao exercício da sua profissão. Com o tempo, as suas filhas se juntaram a ela, agregando ainda mais modernidade e qualidade ao negócio. O seu espaço é mais do que urna loja; é um ponto de encontro para clientes e amigas, sempre marcado por lançamentos fashions e lanchinhos saborosos.

Há quanto tempo existe a Kigraça?

Recém-formada em ciências sociais pela PUC do Rio de Janeiro e casada há apenas 20 dias, vim para Brasília para acompanhar o meu marido. Em pouco tempo, fui convidada a assumir um cargo no Tribunal de Contas do DF, onde atuei por 18 anos. Nesta época, recebia muitos elogios pelo modo que me vestida, surgindo, então, as encomendas de roupas, atendidas com o auxílio de Orsina Almeida, minha mãe, que mandava peças bem interessantes do Rio de Janeiro. Por 16 anos, conciliei a venda de roupas em casa e o trabalho no tribunal, até que tive que fazer uma opção. Me decidi pelo comércio e, no dia 18 de outubro de 1976, abri a minha primeira loja, na galeria do Cine Karin, que, hoje, é conhecida por atender amplo público feminino, sem restringir idade, silhueta ou estilo.

De onde surgiu a ideia de trabalhar com manequins maiores?

Nos dois primeiros anos da loja, trabalhava apenas com numeração pequena. Aos 40 anos de idade e com três filhos adolescentes, fiquei grávida da minha caçula, a Paula, e engordei uns quilinhos. Mesmo assim, gostava de me vestir com elegância. Foi quando me veio a ideia de transformar a Kigraça em um lugar especializado em numerações maiores, do 42 ao 56. Graças a Deus a clientela foi aumentando e precisamos abrir o segundo ponto de venda no Conjunto Nacional onde funcionou de 1985 a 2006. Na mesma época inaugurei uma loja no ParkShopping e outra na 304 sul. Em 1993, compramos um espaço de três andares na 209 Sul e tínhamos que tomar a decisão de continuar com o diferentes pontos de venda ou centralizar tudo. Ficamos com a segunda opção até por primar pela excelência. Nesta loja, conseguimos apresentar um mix que vai de vestidos de festa bordados, roupas casuais, jeans perfeito para a silhueta curvilínea, acessórios e até artigos de praia, como maiôs e cangas.

Além do produto em si, quais são os diferenciais que a loja costuma oferecer à clientela?

Temos elevadores, manobristas à disposição, amplos sofás e cabines, costureiras de conserto e quitutes deliciosos feitos diariamente na minha casa e oferecidos às minhas clientes.

A marca também disponibiliza um serviço de consultoria de imagem?

A Paula cresceu entre as roupas e, depois de cursar administração de empresas e pós-graduação em marketing, sentiu a necessidade de se especializar em moda, com o curso de consultoria de imagem, análise de cores e visagismo. A sua formação garante que cada cliente faça a melhor escolha do nosso produto e entenda a seleção. Quem quiser, também pode optar por uma consultoria de imagem completa, com estudo das for¬mas do corpo, coordenação do guarda-roupa, além de curso de automaquiagem individual. É, realmente, um trabalho bem interessante e com resultados bem visíveis!

Como você definiria o perfil das suas clientes?

Por muito tempo, a Kigraça esteve vinculada a roupa só para senhoras mais cheinhas. Isso, lógico, porque as clientes foram acompanhando a minha idade. Com a maior participação das minhas filhas na loja, passamos a investir também em um público jovem e antenado. Até porque ninguém quer mais aparentar a idade que tem! A ideia da nossa roupa é rejuvenescer as mulheres com peças contemporâneas com corte e caimento perfeitos.

Você quem cria as coleções?

Crio as coleções baseadas na moda atual, mas adaptando à numeração especial. Faço muita pesquisa em revistas, viagens e tenho sempre em mãos um caderninho para anotar ideias vindas como referência no meu dia a dia.

Como acontecem os lançamentos?

Fazemos dois grandes lançamentos nas estações de inverno e verão. Mas tenho uma fábrica voltada apenas para atender ao meu público. A sim, toda semana temos uma “mininova coleção”, já que, diariamente, a loja recebe modelos diferentes. É nossa preocupação oferecer roupas com preços competitivos de qualidade e exclusivas. Aos sábados, também é uma festa na Kigraça com direito a coquetel e vários quitutes. Participamos sempre de desfiles beneficentes, como os do Lions, Chá da Lasthênia e de igrejas, quando convido clientes para serem as nossas modelos.

A sua produção é centralizada em Brasília?

Sim, temos uma linha própria e exclusiva e outra parte da coleção trazemos de Belo Horizonte, São Paulo e sul do país, representando, por exemplo, as marcas Nutrisport, Cleo, Jes Couture, Márcia Morais, Refinata, Absinto, Cia. da Moda, Alfazema, Rogério Costa, Última Hora, Lígia Nogueira, Belle Carolle, Faven, Engenharia da Roupa, Malharia Santa Helena, Padronagem, Inn, Tamara Capelão, Elaine Fernandes, At Last, Scalon, Patwork, Maiôs Catalina, entre outras. Também confeccionamos peças sob medida, o que faz com que os preços sejam mais competitivos.

De uma forma geral, o mercado é voltado para as jovens e magras. Qual é o desafio de se trabalhar para essas mulheres que, tantas vezes, são desprezadas pelo mundo da moda?

Faço roupas para mulheres reais! Então, me preocupo em apresentar peças que disfarçam o que elas não gostam tanto no corpo e valorizam aquilo que se tem de melhor. Se eu puder contribuir para que as mulheres que não usam um modelito 38 sintam-se mais bonitas, com a autoestima elevada e mais confiantes, já fico muito feliz!

Qual é o truque para vestir a mulher plus size?

O que cai bem e o que é proibido? Os nossos vestidos têm forro especial, corte e caimento para disfarçar imperfeições e o braço cheinho. Teci¬dos levemente encorpados, um pouquinho estruturados, podem garantir uma barriga lisinha com o seu próprio caimento. Estampas ajudam a não definir contorno e, assim, enganam o olhar do outro. Blusa com decotes lindos, jeans com corte reto, sobreposições e blazer ajustados ao corpo também são peças-chaves para a moda plus size. Agora, roupas muito longas ou superjustas não ajudam. O “caimento emagrecedor” acompanha a silhueta sem grudar na pele. Golas interessantes ou acessórios bacanas usados perto do rosto fazem todo mundo olhar para cima quando a gente chega!

Como é gerir uma empresa ao lado das filhas? Como se dá a divisão de tarefas?

Formamos uma bela equipe! A Paula é responsável pelo marketing, ambientação da loja, compras de multimarcas, atendimento das clientes e treinamento de funcionários. Já a Angélica, cuida do financeiro e da produção da fábrica.

Fonte: Jornal da Comunidade – agosto de 2013.

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